quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Contra estresse, alemães apoiam presença de cães no trabal



Profissionais dizem que cachorro no escritório pode ter efeitos relaxantes. 53% dos empregadores não rejeitam presença de um animal doméstico.

Cada vez mais profissionais alemães se mostram favoráveis à presença de cães nos locais de trabalho para reduzir o estresse. Essa é a principal conclusão do primeiro estudo representativo sobre o tema "Cachorros no trabalho", realizado pelo site de pesquisa de opinião "Statista".
Segundo a pesquisa, encomendada pela rede social para profissionais Xing, 53% dos empregadores não rejeitam explicitamente a presença de um animal doméstico no escritório, enquanto 28% deles consideram que os bichos de estimação deveriam ser permitidos no local de trabalho.
Mais de um terço dos 1.004 entrevistados consideram que os chefes ganham pontos ao permitir a presença de cachorros no escritório e 40% dos profissionais estão convencidos de que ter o animal reduz o estresse e tem efeitos relaxantes.
Marcus Beyer, presidente da associação Berlin Dogtrainer, responsável pelo adestramento de cães, explica que ter um cachorro no escritório, algo que já é permitido em diversas empresas alemãs, não tem apenas efeitos benéficos para o proprietário do animal, mas também contribui para gerar um clima de "bom humor".
"Quanto maior o estresse contínuo, maior a possibilidade de contrair a Síndrome de Burnout [doença relacionada ao ambiente de trabalho, que causa sintomas como ansiedade, pessimismo e isolamento]. Um cachorro, neste caso, realmente pode ser de grande ajuda", garante.

Hormônio do amor
Estudos científicos internacionais mostraram que um cão no trabalho ajuda significativamente na redução dos níveis de estresse entre os empregados ao favorecer a liberação da oxitocina, que reduz a excessiva produção dos hormônios do estresse, cortisol e insulina.
"Quando alguém na rua faz carinho no meu cão, Chester, brinco que acaba de tomar a sua dose diária de oxitocina", afirmou Beyer ao falar de seu animal, que tem o cargo de "encarregado de assuntos caninos" na sua associação.
A Federação Protetora dos Animais Alemã também está convencida de que, em certas circunstâncias, um animal pode ser benéfico em um escritório. Para mostrá-lo, a organização criou o "Dia do colega cão", quando as empresas participantes da iniciativa, realizada anualmente, permitem que seus funcionários levem seus animais de estimação ao trabalho.
Na edição deste ano, que aconteceu em 26 de junho, mais de mil empresas de todos os setores abriram suas portas para que o melhor amigo do homem entrasse.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Cl não é Ci (l # i )


Simbologia: o símbolo é a letra inicial maiúscula do elemento em Latim, e as vezes é seguida de uma segunda letra minúscula, mas só quando necessário, por exemplo, quando já existe um elemento que utiliza a mesma letra maiúscula.

Fonte: http://elementos-quimicos.info/tabela-periodica.html


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O que é um minhocário doméstico?

É um sistema de reciclagem do lixo orgânico caseiro, com minhocas transformando restos de alimento em adubo. Esse processo - chamado de vermicompostagem - rola dentro de caixas plásticas cheias de terra, onde as "operárias" mandam ver nas sobras de rango, digerindo esse material e gerando um húmus superfértil no lugar. Para ter uma ideia do potencial ecológico dos minhocários, dados do Ministério da Agricultura revelam que, diariamente, o Brasil produz cerca de 144 mil toneladas de lixo orgânico, o que corresponde a 60% do lixo urbano. Essa sujeira toda acaba indo para aterros e lixões, onde, muitas vezes, acaba poluindo os lençóis freáticos, entre outras mazelas. Se esse material entrasse na dieta das minhocas domésticas, por dia teríamos nada menos que 86 mil toneladas fresquinhas de húmus!
Minhocas S.A.
Veja como as operárias da terra transformam lixo orgânico em adubo
1. O minhocário é composto de três caixas plásticas, sendo que as duas de cima são cheias de terra. No recipiente superior, ficam as cerca de 200 minhocas que vão tocar o trabalho. Em geral, são usadas minhocas californianas, "especialistas" em restos orgânicos
2. Sobras de rango, como cascas de legumes e pedaços de frutas, são então despejadas nesta caixa. Mas nem tudo pode ir para o "prato" das minhocas. Na lista dos alimentos vetados estão as carnes e os queijos - que podem apodrecer -, além de comidas salgadas ou muito ácidas
3. Após cobrir tudo com serragem ou palha, para manter a umidade, fecha-se a tampa e as minhocas partem para a ação. "O sucesso do minhocário depende da nossa alimentação. Quanto mais diversificado for o lixo, mais rico será o adubo gerado", diz Cláudio Spinola, da Morada da Floresta, em São Paulo, organização que produz minhocários
4. Assim que fica cheia, esta caixa vai para o segundo andar, onde, por cerca de dois meses, as minhocas vão trabalhar na digestão. O recipiente que estava no segundo andar vai para o topo, onde receberá os novos restos de comida
5. Enquanto rola o processo de decomposição do rango, um líquido rico em nutrientes e livre de bactérias escorre para a caixa da base, onde fica armazenado. Esse chorume do bem pode ser coletado e depois ser pulverizado nas plantas, servindo de adubo e pesticida
6. À medida que os alimentos são absorvidos, a maioria das minhocas ruma para a caixa do topo em busca de mais comida. No recipiente intermediário, temos o adubo pronto, fresquinho para ser utilizado nos jardins e vasos

Como o lixo orgânico pode ser reciclado

É possível reciclar alimentos, folhas e sementes? A resposta é sim e, inclusive, essa prática de reciclagem de lixo orgânico está sendo cada vez mais utilizada.
Flickr.com/szczelO lixo orgânico pode ser reutilizado em composteiras domésticas.
A produção de energia (biogás) é um exemplo de processo de reciclagem onde esse tipo de lixo pode ser utilizado, uma vez que sua decomposição gera gás metano.
Outra possibilidade é a compostagem. Ela transforma o lixo orgânico em adubo o que é favorável tanto ao meio ambiente, uma vez que esse material não será despejado em aterros sanitários, quanto ao solo que será amparado por um material bastante nutritivo. O mais legal é que esse método pode ser feito em casa. Veja só como é fácil:
O que é necessário?
  • 2 recipientes (pode ser balde, bacia, pote… o que preferir)
  • Estilete
Como fazer?
O primeiro passo é escolher um dos recipientes para colocar o material orgânico. Feito isso, faça vários furinhos no fundo do reservatório, sempre variando de tamanho – é por eles que o chorume (líquido eliminado pela decomposição do material orgânico) sairá.
Pegue o outro recipiente para alocar o chorume, ele deve ficar embaixo do anterior. Mas é imprescindível que esse reservatório não fique em contado com o outro, pois caso isso aconteça, o chorume não conseguirá escorrer. Para tanto, procure algum objeto que possa ser colocado entre esses dois reservatórios.
Pique o material orgânico. Nessa etapa do processo colocaremos o lixo orgânico no primeiro recipiente, mas atenção: para que haja eficiência no procedimento, esse material deve ser colocado em camadas.
A primeira deve ser composta pela matéria seca, e a posterior, pela úmida e assim por diante. Uma dica é que a última camada, (a que ficará exposta) seja seca para evitar mau cheiro.
Caso não seja viável, opte por colocar cal virgem em cima. Aliás, outra dica é não tampar o recipiente para que o material não fique abafado.
Agora é esperar mais ou menos 15 dias sem mexer, se possível.
O tempo para o material formar adubo é de mais ou menos 2 ou 3 meses. Mas para ter certeza, existem algumas técnicas: a primeira é ver se a matéria está escura e a outra é perceber se tem cheiro de terra.
Agora que você já sabe como reciclar o lixo orgânico em casa, que tal tentar fazer a compostagem?

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Darwin na Bahia


A bordo do navio Beagle, Darwin iniciou em 1831, aos 22 anos, uma jornada que repercutiria por toda a sua vida. Como Darwin escreveu, “A viagem do Beagle foi de longe o acontecimento mais importante em minha vida e determinou toda a minha carreira”. Foi ao ancorar na Baía de Todos os Santos ao meio-dia de 28 de fevereiro de 1832 que ele disse “A vista da cidade é magnífica!”. Dia 1º de março, portanto, há 176 anos atrás, Darwin escreveu: “Ninguém seria capaz de imaginar nada tão belo quanto a antiga cidade da Bahia; ela fica docemente aconchegada num bosque exuberante de lindas árvores e, situando-se sobre uma colina íngreme, descortina as águas calmas da grande baía de Todos os Santos. As casas são brancas e altivas... Os conventos, os pórticos e os prédios públicos quebram a uniformidade das casas; a baía é repleta de grandes navios. Em suma, e o que mais se poderá dizer? Ela é uma das paisagens mais lindas dos Brasis... Creio que os afetos, assim como as coisas boas, florescem e aumentam nestas regiões tropicais... A convicção de estar andando pelo novo mundo ainda é espantosa a meus próprios olhos...”. Aqui ele coletou animais, plantas, rochas e, principalmente, teve o seu primeiro contato com as florestas tropicais. Fruto das suas caminhadas pela cidade, foi que ele percebeu: “É uma coisa nova e agradável para mim tomar consciência de que se dedicar a história natural é fazer o meu dever e que, se eu desdenhar este dever, estarei ao mesmo tempo negligenciando o que por alguns anos me deu tanto prazer”.
A Salvador com que Darwin se encantou é muito diferente da Salvador atual, que, a despeito de manter algumas de suas belezas naturais, já não exibe aquela exuberante floresta que fazia com que ele ouvisse o canto dos pássaros e dos grilos a bordo do Beagle, ancorado na baía. Hoje, Salvador é a cidade com o menor índice de distribuição de renda do país, resultado também de algo que Darwin abominou: a escravidão. Quando desembarcou pela primeira vez, horrorizou-se ao ver-se em um país que ainda abrigava “aquele escândalo para as nações cristãs, os escravos”, que eram importados legalmente da África. A escravidão era um problema que sempre despertava as mais fortes emoções em Darwin, cujos avós participaram, ambos, do movimento antiescravagista. 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A Biologia do Amor


O amor é um sistema integrado e dinâmico, que envolve o ser humano em sua totalidade biológica, psicológica e social . É marcado por fases, nas quais estão envolvidos tanto os sistemas que regulam as emoções primordiais, como aqueles ligados às funções superiores do cérebro. Segundo alguns autores,  é melhor vivenciado na maturidade, quando o indivíduo possui uma personalidade mais estabilizada e sabe bem o que quer do outro. 
 É precedido por duas etapas: a atração, que pode levar à paixão e o apego, que é a base do amor propriamente dito.
 A atração carateriza-se por ser uma experiência imprevisível e sem lógica, onde o outro torna-se o mais desejável dos seres humanos e objeto de contínua atenção. Uma vez acesa a chama, são desencadeadas reações da amígdala e do córtex, experimentadas por questionamentos diversos sobre o objeto da atração e que podem levar à etapa seguinte, que é a paixão. Nesta fase, podem  surgir uma intensa sensação de bem estar; oscilação entre alegria e tristeza; o reconhecimento de um estado mental alterado; idéias persistentes associadas ao outro e comportamentos que incitem a uma resposta de reciprocidade. A fase da paixão pode durar de 18 meses a 3 anos.
O apego representa a essência do amor e deriva do conhecimento do outro e do sentir-se ligado a ele. Caracteriza-se por um conjunto de sinais físicos e sensações psicológicas de ansiedade quando ocorre a separação forçada do objeto de apego. Representa a cola que nos faz permanecer com uma pessoa a quem não somos ligados por vínculos de sangue.
Ultrapassadas essas etapas, o casal pode atingir o estágio do amor.
     
A neurociência vem demonstrando que, emoções e sensações vividas no amor e na paixão são produtos de um sistema extremamente complexo, mediado por reações biológicas, em determinadas áreas cerebrais.  
Uma das áreas pricipais é o lobo límbico, constituído pelo giro do cíngulo e áreas ligadas, entre elas a amígdada, o hipocampo, as áreas olfativas, o córtex órbito-frontal, a área do septo e outras. Este sistema tornou-se mais evoluído com o advento do neocórtex, típico do homo sapiens e proporciona comportamentos mais elaborados e flexíveis, tais como programar estratégias, experimentar matizes diversas de emoções associadas à consciência e fazer previsões a longo prazo.
 O sistema límbico é fundamental para o controle da atração sexual e da paixão. Informações de todos os orgãos dos sentidos convergem para a amígdala, que atribui sentido às emoções e fornece as reações adequadas, como, por exemplo, medo e fuga,  ativadas de modo involuntário. Isso explicaria, o mecanismo quase instintivo da paixão, quando as pessoas sequer reconhecem algumas das suas atitudes.
Numa fase seguinte, entram em cena o hipocampo, ligado à amígdala e o córtex responsáveis pelo aprendizado e memorização dos detalhes das emoções experimentadas. Essas memórias, antigas ou novas, prazerosas ou não, traumáticas ou alegres, condicionam as futuras reações emotivas.
As teorias evolucionistas sugerem que o amor surge como prerrogativa humana, a partir da evolução do córtex cerebral,  responsável por tornar consciente técnicas e estratégias para que este sentimento se desenvolva numa relação.
Durante o curso da vida, um indivíduo pode apaixonar-se várias vezes, mas o amor é menos frequente, porque implica o envolvimento de processos não só emocionais, como também cognitivos e voluntários. Nesta fase, é necessário empenho para manter o sentimento vivo e aquecido, utilizando-se de mecanismos  cognitivos e afetivos, com intuito de atenuar o desgaste causado pela rotina. A recompensa deste esforço conjunto é compartilhar das sensações incomparáveis de pertencimento, gratificação, alegria e segurança.
Fonte: A Natureza do Amor, Donatella Marazzitti. SP: Atheneu,2007.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Hormônios da Hipófise


Anteriormente denominada por glândula pituitária, a glândula hipófise, responsável pela síntese de hormônios (sistema endócrino), atua indiretamente no controle funcional de diversos órgãos do corpo humano.

Situada na base do cérebro, região superior ao palato (céu da boca), apresenta tamanho bem reduzido (com dimensões de uma ervilha), a hipófise possui duas porções bem distintas: a neuro-hipófise, formando o lóbulo posterior da hipófise (um agregado de neurônios partindo de uma extensão do hipotálamo); e a adenohipófise, constituindo o lóbulo anterior (estruturada por células do tecido epitelial).

Tipos de hormônios sintetizados em cada uma das partes da glândula hipófise:

Neuro-hipófise 

- Vasopressina (hormônio antidiurético / ADH): regula os níveis de água no sangue, agindo sobre a filtragem de fluidos pelos rins, retendo mais água conforme a necessidade do organismo;

- Ocitocina: Estimula as contrações uterinas durante o parto.

Adeno-hipofise (produz hormônios tróficos / que atuam em outras glândulas)

- Somatotrofina (hormônio somatotrófico / SH): promove o crescimento do organismo;

- Prolactina: determina a formação e secreção do leite pelas glândulas mamárias;

- Corticotrofina (hormônio adrenocorticotrófico / ACTH): coordena o metabolismo das células que formam a glândula da região cortical da suprarrenal, efetuando o controle hídrico;

- Tireoideotrófico (hormônio tireotrófico / TSH): opera sobre a glândula da tireoide;

- Hormônio folículo estimulante (FSH): incide sobre o desenvolvimento dos gametas, seja no organismo feminino (proporcionando o crescimento dos folículos ovarianos) ou no organismo masculino (agindo na produção de espermatozoides);

- hormônio luteinizante (LH): propicia a ocorrência da liberação do óvulo (ovulação) e formação do corpo lúteo (corpo amarelo) pelo ovário, bem como produção de testosterona nos testículos.